Clinicas para dependentes quimicos

Tratamento Sem Internação Ambulatorial dependentes quimicos/alcool e outras drogas


Deixe um comentário

SP/Clinica Dependencia quimica de Alcool e Outras Drogas.sp

TRATAMENTOS ESPECIALIZADOS em DEPENDENCIA QUIMICA/sp

 

Tels: 13-996618367–13-9802-7888 Email: josinocardoso@hotmail.com 

 

O Tratamento Ambulatorial é a modalidade que com gerenciamento de caso que no momento é uma das maneiras, mas eficaz para os ,dependentes quimicos e seus famíliares.

Essa é uma conclusão de anos de trabalhos dedicados a tratamentos e reinserssão social.

Tratamento Dependencia quimica de Alcool e Outras Drogas

tratamento ambulatorial/sp. O paciente vai ao tratamento.

Entre os muitos caminhos possíveis para combater o crescimento devastador do crack nas cidades brasileiras, pelo menos dois são inescapáveis: é preciso tratar urgentemente os dependentes químicos. Em relação ao crack, nada é simples ou barato.

Clínicas //internação compulsória de adultos usuários de alcool e drogas´´

tratamento ambulatorial

O trabalho do terapeuta é criar um vínculo com o paciente para estimular o retorno dele. 

No consultorio, o dependente sera avaliado em entrevista com o terapeuta.

O tratamento das drogas o caminho é dificílimo para os pacientes.

O comportamento do usuário de crack parece o de um ser faminto em busca de alimento.

“O crack é uma substância com alto poder de causar dependência. Uma pessoa que experimenta e fuma quatro ou cinco vezes em um dia já se torna praticamente dependente. E o tratamento é mais difícil. É mais longo do que o de um dependente em cocaína, por exemplo. Em média, depois de alguns dias de desintoxicação, o usuário de crack precisa de mais  dias internado para conseguir desenvolver mecanismos terapeuticos para não voltar ao uso das drogas.

.

O tratamento de usuários de crack e outras drogas

1 de 4

Internação


A fase inicial é de desintoxicação, e se estende pelos primeiros dias dependendo do caso. Como o paciente não tem controle nem noção dos prejuízos causados pelas drogas.O dependente volta a ter horário para dormir e de comer.

Para fins do contrato conto com clínicas de dependência química para adultos masculino,feminino e adolescentes, para internação disponíveis para todos tipos substâncias

“Geralmente o usuário  que se vicia em crack já usou maconha, álcool ou cocaína sem ficar aparentemente dependente de imediato. Então acredita se que tem um domínio. Mas um fim de semana já é suficiente para se viciar”,acrescentando que 30% dos que concluem o tratamento internado pela primeira vez não têm recaídas nos seis meses posteriores. Na cocaína, o índice é de 66% a 72% após a alta da clínica.

Um alerta que o tratamento é para sempre. “O perigo é para sempre. É como nascer.

Acompanhamento Terapeutico


Após as duas semanas iniciais, o paciente começa a achar que pode parar de usar a droga sozinho. Mas ele ainda não tem defesas mentais para dizer ‘não’ as drogas.  Por isso, a continuidade do tratamento é voltada para o acompanhamento Terapeutico gerenciado.

Terapia


O paciente alta da clínica , o que não significa que o paciente esteja curado. Para evitar recaídas, ele deve fazer terapia – tanto individual quanto em grupo.

Vigilância e apoio


Todo o modo de vida do paciente precisa mudar após a parte mais intensiva do tratamento, e ele precisa entender que a vigilância para evitar recaídas nunca cessará. Mas não depende apenas dele – a família e as pessoas mais próximas têm papel fundamental neste apoio. É primordial também mudar as companhias e cortar relações com usuarios de drogas.

092014_2251_Informativo3.jpg


Deixe um comentário

TERAPEUTA ESP. em DEPENDENCIA QUIMICA(ALCOOL E OUTRAS DROGAS

TERAPEUTA ESPECIALIZADO em DEPENDENCIA QUIMICA
Terapeuta e Pós Graduado no ISN. T.R.E // Terapia Cognitivo Comportamental./ CRT:27736
Tels: 13-996618367–13-9802-7888 Email: josinocardoso@hotmail.com Site:http://clinicamonterey.wordpress.com
O Tratamento Ambulatorial representa a modalidade de tratamento com gerenciamento de caso que no momento é a maneira mas eficaz para os ,dependentes quimicos e seus famíliares.
Essa é uma conclusão de anos de trabalhos dedicados a tratamentos e reinserssão social.

TRATAMENTO AMBULATORIAL ou Tratamento para Dependência Química, Álcool e Outras Drogas.Com um programa de reabilitação psico-social; Conscientização da relação familiar e com a doença.Abordagens sobre: Riscos e prejuízos; Busca de qualidade de vida; Reduzir os danos pelo uso abusivo das drogas; Definir estratégias de enfrentamento das situações de risco e prevenção a recaídas;

O tratamento ambulatório,
cumpre regularmente um projeto terapêutico. Na atualidade, este tipo de terapia é cada vez
mais utilizada e o seu sucesso é crescente. O sucesso depende da
confiança estabelecida entre terapêuta e o paciente.

Mesmo nos casos em que se torna necessário a Internação para
em Clinica Terapêutica.

A Consulta. é um espaço para a avaliação da situação da pessoa
dependente, para a definição de uma estratégia terapêutica, para a realização terapeutica e (desintoxicação) Na Consulta garante se o anonimato de todos.
Na Consulta não é tolerada o consumo de drogas.
Ao dependente é facultada a possibilidade de ser tratado.
O acolhimento, sob marcação prévia, é feito individualmente.

São analisadas as motivações de cada pedido e a metodologia
terapêutica adequada a cada pessoa.
Pode ou não haver lugar ao início de outra forma de
intervenção mais específica. Assim, a pessoa pode ser encaminhada , para uma Terapia
Individual, para uma Intervenção Familiar.Para uma Clinica Terapêutica, ou para outro tipo de ajuda.
Simultaneamente .De forma a que este possam compreender como melhor
acompanhar o processo terapêutico.
A ocupação do terapeuta é a de manter uma relação aberta,
compreensiva, afetuosa e profunda com o dependente e definir uma
estratégia de tratamento.
Para além do apoio, a pessoa em tratamento na
Consulta, pode beneficiar também do apoio de: Unidade de aconselhamento, Grupo de Pais, Terapia Familiar. http://clinicamonterey.wordpress.com Triagem e
encaminhamento para / C.Ts, /Ambulatorial


Deixe um comentário

TERAPEUTA ESP.DEPENDENCIA QUIMICA/Alcool e Drogas

TERAPEUTA ESPECIALIZADO em DEPENDENCIA QUIMICA
Terapeuta e Pós Graduado no ISN. T.R.E // Terapia Cognitivo Comportamental./ CRT:27736
Tels: 13-996618367–13-9802-7888 Email: josinocardoso@hotmail.com Site:http://clinicamonterey.wordpress.com
O Tratamento Ambulatorial.A modalidade de tratamento com gerenciamento de caso que no momento é a maneira mas eficaz para dependentes quimicos e seus famíliares.
Essa é uma conclusão de anos de trabalhos dedicados a tratamentos e reinserssão social.

TRATAMENTO AMBULATORIAL ou Tratamento para Dependência Química, Álcool e Outras Drogas.Com um programa de reabilitação psico-social; Conscientização da relação familiar sobre a doença.Abordagens sobre: Riscos e prejuízos; Busca de qualidade de vida; Reduzir os danos pelo uso abusivo das drogas; Definir estratégias de enfrentamento das situações de risco e prevenção a recaídas;

O tratamento ambulatório,
cumpre regularmente um projeto terapêutico. Na atualidade, este tipo de terapia é cada vez
mais utilizada e o seu sucesso é crescente. O sucesso depende da
confiança estabelecida entre terapêuta e o paciente.

Mesmo nos casos em que se torna necessário a Internação para
em Clinica Terapêutica.

A Consulta. é um espaço para a avaliação da situação da pessoa
dependente, para a definição de uma estratégia terapêutica, para a realização terapeutica. Na Consulta garante se o anonimato de todos.
Na Consulta não é tolerada o consumo de drogas.
Ao dependente é mostrado possibilidade de ser tratado.
O acolhimento, sob marcação prévia, é feito individualmente.

São analisadas as motivações de cada pedido e a metodologia
terapêutica adequada a cada pessoa.
Pode ou não haver lugar ao início de outra forma de
intervenção mais específica. Assim, a pessoa pode ser encaminhada para uma CT.
Simultaneamente .De forma a que este possa compreender melhor e
acompanhar o processo terapêutico.
A ocupação do terapeuta é a de manter uma relação aberta,
compreensiva, afetuosa e profunda com o dependente e definir uma
estratégia de tratamento.

Consulta, pode beneficiar também do apoio de: Terapia Familiar. http://clinicamonterey.wordpress.com Triagem e
encaminhamento para / C.Ts, /Ambulatorial

Tratamento Dia ambulatório de Dependência Química

Tratamento Dia Ambulatorial e acompanhamento.

Tratamento Ambulatorial  para dependentes quimicos

Contato/  josinocardoso@hotmail.com /centroterapeuticomonterey@hotmail.com (13) 996618357. (13) 98202-7888

Este é um  retrospectivo dos atendimentos realizados no ambulatório de Dependência Química do  com maior ênfase aos pacientes co-relacionados ao abuso de álcool, segundo critérios da CID 10.
 Isso favorece o surgimento das conseqüências biopsicossociais do abuso crônico, que podem ser medidas através dos altos índices de internações  assim como pelas altas taxas de desemprego em plena fase produtiva de vida, fazendo-se cada vez mais necessários programas eficazes de prevenção.

O amplo uso indevido de substâncias que alteram o funcionamento do cérebro tem causado uma grande devastação na sociedade ao longo do tempo.

Calcular os efeitos do abuso de substâncias psicoativas é difícil, já que alguns deles levam décadas para se revelarem mas, de uma maneira geral, além dos danos físicos causados ao próprio indivíduo, há efeitos para a sociedade, que podem ser estimados através de parâmetros como emprego, educação e situação econômica.

O  abuso de substâncias tem muitas implicações para as pesquisas acerca do Sistema Nervoso, para a Psiquiatria clínica e para a sociedade em geral, já que podem afetar estados mentais internamente percebidos (p. ex.: humor) e atividades externamente observáveis (p. ex.: comportamento).
Dentre os transtornos relacionados a substâncias que alteram o funcionamento do Sistema Nervoso, o abuso e a dependência do álcool são, de longe, os mais comuns. 5
As bebidas alcoólicas têm desempenhado um importante papel na cultura humana. Desde a antigüidade, seu uso se deve fundamentalmente aos seus efeitos euforizantes, produzindo sensações de bem-estar e alegria. Entretanto, o limite entre o agradável e o perigoso nem sempre é bem delineado, o que é observado através do alto número de pessoas dependentes de seu uso e que sofrem as conseqüências amargas de seu vício, tornando cada vez mais necessário o enfoque ao assunto e, com isso, maior ênfase a estudos de prevenção.
Dada a importância do tema em nosso meio, o ambulatório semanal específico para o atendimento de pacientes dependentes químicos.

RESULTADOS
Desde o ano de 1990,que trabalho com a terapia cognitiva e com  grupos de pacientes dependentes de álcool e outras drogas.
devido a transtornos decorrentes do uso abusivo de álcool (F 10)*, 6 por transtornos decorrentes do uso abusivo de sedativos e hipnóticos (F13) por dependência de múltiplas drogas (F19)*, 3 por transtornos decorrentes do uso abusivo de cocaína e derivados por transtornos decorrentes do uso abusivo de canabinóides (F12) e 1 por solventes voláteis
Quanto ao gênero, dos pacientes pertenciam ao sexo masculino e  ao sexo feminino.
O longo tempo de exposição à substância faz surgir as conseqüências biopsicossociais da dependência do álcool.
Embora estudos afirmem que, quando há adesão ao tratamento.A terapia cognitiva para dependentes quimicos mostra-se eficaz. Mas nem todos cts.   Tem essa metodologia terapeutica . A estrutura familiar e pessoal do indivíduo, que são os pilares de uma abordagem terapêutica bem-sucedida.

O terapeuta deve manter uma relação aberta,
compreensiva, afetuosa e profunda com o dependentequimico e definir uma
estratégia de tratamento.

Para apoiar, a pessoa em tratamento.Pode-se beneficiar também do apoio de: Unidade de Internação,
Análises Clínicas e Rastreio de Doenças
(com aconselhamento), Grupo de Pais, Terapia Familiar. Serviço
de Terapia encaminhamento para C. Terapêutico dia.

São muitos os Grupos de Apoio e toda cidade certamente comporta um, basta se informar.

Veja alguns dos Grupos de Apoio mais Conhecidos:

http://www.alcoolicosanonimos.org.br

http://www.na.org.br

http://www.amorexigente.org.br

http://www.sobriedade.org.br

http://www.cruzazul.org.br

http://www.naranon.org.br

http://www.abp.org.br

http://www.amb.com.br

http://www.saude.gov.br

http://www.crmpr.org.br

http://www.naranon.org.br


Deixe um comentário

TIPOS DE TRATAMENTO-SEM INTERNAÇÃO /Ambulatorial

TIPOS DE TRATAMENTOS/DEPENDENCIA QUIMICA
tratamento da Dependência Química – Adicção (Alcool e outras drogas)
por : josino cardoso (terapeuta/dependencia quimica)
dependenciaquimica tratamento ambulatorial /contato-josinocardoso@hotmail.com /
centroterapeuticomonterey@hotmail.com
/013-99661-8367 /13-98202-7888

Nos casos em que não se aceita a existência do problema, antes de pensar numa internação, procure um profissional especializado. Agende uma consulta,de preferência especialista em dependência química.

A modalidade específica de psicoterapia é a( Terapia Cognitivo-Comportamental, Terapia Racional-Emotiva-Comportamental ou Terapia Estratégica), com frequência variável ao longo do tratamento. Reforço estas técnicas específicas pois foram e são as mais pesquisadas através de ensaios clínicos, demonstrando alguma eficácia comprovada cientificamente.

A família pode ainda procurar grupos de mútuo-ajuda, presentes virtualmente em qualquer cidade do país. No caso do adicto os grupos presentes no Brasil são o A.A. (Alcoólicos Anônimos) e o N.A. (Narcóticos Anônimos). Para os familiares os grupos Amor-Exigente, AL-ANOM e NAR-ANOM.
A idéia de envolver a família no tratamento é primeiramente devido a minha experiencia no tratamento de dependentes quimicos que vem de aproximadamente 30 anos.A segunda é embasada também por publicações em revistas especializadas – muitas atitudes dos familiares mais próximos acabam gerando facilitações ao estilo de vida descompromissado do adicto, e os grupos de apoio têm se firmado como opções mais efetivas que a própria terapia familiar na mudança estrutural necessária na recuperação do dependente quimico.
Não havendo o menor sinal de progresso, ou se percebendo que a aceitação do problema era algo superficial, com o intuito de ganhar tempo e espaço para a persistência no uso, entramos na próxima modalidade de intervenção, exposta a seguir.
Infelizmente é comum pacientes, alegarem para familiares fragilizados “mas eu estou tentando, fazendo tudo certo, indo no grupo ”, numa clara tentativa de manipular e manter a situação em que se encontram.
A dependência química é considerada doença crônica, incurável, progressiva e fatal pela comunidade científica. É necessario uma boa terapia para ajudar o dependente quimico na mudança),talvez um dos fatores que a torna tão incômoda dentro da estrutura socio-familiar na qual o adicto se insere. Trabalhar a motivação do indivíduo é fundamental, somente um especialista pode avaliar se o lapso ou recaída no uso da substância é indicação de internação ou não.
estou falando de pacientes cujas famílias não dependem do atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a porta de entrada para o tratamento em localidades onde o recurso existe seriam os CAPS-ad (Centro de Atenção Psicossoial para pacientes com problemas decorrentes do abuso e dependência de substâncias).
Leia adiante as definições tecnicas dos diferentes serviços existentes – além dos serviços ambulatoriais tratados até o momento, existem serviços que trabalham em “regime fechado” ou de internação (clínicas psiquiátricas, clínicas de recuperação especializadas e comunidades terapêuticas).
Nos casos em que o paciente não aceita o prejuízo causado pela droga, ou que não aceita o tratamento oferecido (e requerido, do ponto de vista médico!), antes de optar pelo tratamento involuntário propriamente, oferecer ao paciente a possibilidade de uma internação voluntária em alguma clínica especializada para desintoxicação.

Muitas clínicas, especialmente particulares, aceitam qualquer tipo de internação, mas a estrutura de uma clínica que possa tratar com segurança estes tipos de casos deve contar com no mínimo.

Usando o exemplo da abstinência grave ao álcool, faz-se necessária a administração de doses de benzodiazepínicos em quantidade suficiente para restabelecer o balanço entre os sistemas inibitórios que recebe forte ação do álcool, e quando na sua privação entre em total desesquilíbrio. Apesar de ser uma das áreas com maior repercussão social (sabe-se que a maior parte dos dependentes que conseguem a recuperação abandonam eventuais envolvimentos com atos ilícitos pregressos!), infelizmente as manchetes não nos deixam esquecer que ainda existem depositários humanos, onde as famílias sequer tem acesso às instalações da clínica em questão.
Infelizmente, em muitos momentos não será possível acompanhar o paciente à Clínica, a família ficando com uma situaçao ainda mais delicada.Por isso quando faço a indicação faço o acompanhamento que geralmente os familiares não podem fazer,quando fazem não tem uma ideia clara sobre o tratamento oferecido.

Tipos de tratamento

O tratamento da Dependência Química é um processo que conta com várias ações: psicoterapia, medicamento, internação etc.
Entretanto não são todas as pessoas que necessitam de todas as ações. O tratamento deve ser individualizado, ou seja, ele deve ser projetado de acordo com as necessidades do paciente e da família. Tratamento do tipo “pacotes”, nos quais todos os pacientes passam pelas mesmas ações invariavelmente e independente da substância que usam, dos problemas que têm, ou da gravidade da dependência podem funcionar para um subgrupo de pessoas, mas não para todas. Não existe um tratamento único que atenda a todos os dependentes químicos. O terapeuta deve avaliar cuidadosamente cada caso, discutir com o jovem e com a família o plano de tratamento mais adequado. Alguns precisarão tomar medicamentos, outros não. A grande maioria não precisa ser internada, mas alguns precisam. Outros terão como indicação uma psicoterapia, ou terapia familiar, assim por diante. Só o terapeuta pode discutir com o cliente qual é a melhor opção para ele.

1. Quanto à Modalidade Ambulatorial:
na maioria das vezes deve-se começar um tratamento pelo ambulatório. Como qualquer doença .  O tratamento ambulatorial é o tipo mais acessível de tratamento, não só pelo seu menor custo, como pelas “vantagens” que ele apresenta. Ao contrário do que se imagina, o tratamento ambulatorial, é mais efetivo do que a internação, pois procura tratar a pessoa sem tirá-la do ambiente no qual ela vive e nem afastá-la das tarefas do dia-a-dia. Também é possível desenvolver com o paciente um tipo de atendimento mais longo que inclua reinserção social, prevenção de recaída, etc. Quando o paciente é encaminhado para um serviço ambulatorial, a família deve estar envolvida no tratamento sendo que o paciente deve ter consciência da sua responsabilidade no processo. O educador deve, neste momento, orientar a família com relação à importância do problema e funcionar como retaguarda do aluno, acolhendo-o sempre que necessário.
Internação:
Modalidade reservada aos casos mais graves, que demandam cuidados intensivos. A internação é feita quando o profissional, que orienta o atendimento, percebe que a pessoa corre risco de vida, quando a própria pessoa prefere ser internada para se submeter ao tratamento, quando as tentativas ambulatoriais falharam, quando o jovem não tem uma rede de apoio familiar e social que o ajudará a ficar sem droga. A internação pode variar de alguns dias até 6 meses, dependendo da necessidade do paciente. Internações acima de seis meses não são mais eficazes que as internações mais curtas. Preferencialmente a internação deve se restringir ao período de crise e ser o mais breve possível. Há os recursos das semi-internações que são o Hospital Dia e o Hospital Noite. No primeiro, o paciente passa o dia no hospital e dorme em casa. No segundo, dorme no hospital e passa o dia fora. Estas modalidades de tratamento não são comuns em nosso meio e o Brasil carece de Serviços desta natureza.
Internação Domiciliar:
este é um recurso utilizado pelos terapeutas para evitar a internação hospitalar. O jovem deve ter um bom suporte social e familiar e concordar com a internação. Neste período ele fica dentro de sua própria casa, sem sair. Não vai à escola ou ao trabalho e as tarefas fora do lar devem ser realizadas por outra pessoa. Não deve ter contato com usuários de drogas.
2. Quanto à técnica
Psicológico:
O tratamento psicológico pode auxiliar e/ou complementar o tratamento psiquiátrico/medicamentoso e/ou funcionar como suporte motivacional e auxiliar na manutenção da abstinência. O psicólogo pode seguir diferentes linhas e independente da linha que siga irá sempre procurar trabalhar o lado emocional ligado ao problema sem receitar medicamentos. Muitas linhas psicológicas consideram a família do paciente um componente importante do tratamento e por isso o seu envolvimento é bastante freqüente. Existem diversos tipos de tratamentos psicológicos, em grupo ou individuais, que atendem às diferentes necessidades/características das pessoas. A linha mais utilizada atualmente é a chamada cognitiva. Pode-se usar também a linha comportamental, com treinamento de habilidades, entre outras. A psicanálise clássica, não se mostrou eficaz. É importante deixar claro que, se o paciente precisar ser medicado ou passar por uma desintoxicação, deverá procurar um psiquiatra.
Medicamentoso:
A necessidade de um tratamento psiquiátrico deve ser avaliada na primeira consulta do paciente. Existe muito preconceito em relação ao tratamento psiquiátrico que é, muitas vezes, associado ao tratamento de doentes mentais. O educador deve, neste caso, orientar a família para a necessidade de consultar um especialista em dependência química salientando os aspectos químicos e físicos envolvidos no problema. O psiquiatra deve ser visto, portanto, como especialista na avaliação de um plano de atendimento no caso da dependência química. Existem poucos medicamentos que ajudam na Dependência propriamente dita – apenas para o Álcool e Tabaco. Geralmente o médico vai utilizar-se de medicamento se houver alguma doença associada, por exemplo, Déficit de Atenção e Hiperatividade, Depressão, Ansiedade dentre outras.
Grupos de auto-ajuda:
Os grupos de auto-ajuda são grupos organizados por ex-dependentes e têm como base a troca de experiências, o aconselhamento e a religião. Os grupos de auto-ajuda não seguem nenhuma teoria específica, mas são extremamente eficientes, pois lidam com relatos de experiências vividas por outros dependentes que, desta forma, percebem o seu problema de uma outra maneira. Existem diferentes tipos de grupos de acordo com a dependência. Os A.A (Alcoólicos Anônimos) destinam-se a alcoólicos, os N.A. (Narcóticos Anônimos) são para dependentes químicos, o Amor exigente e ALANON são para familiares de dependentes. Para os adolescentes existe o ALATEEN.
Religioso:
A crença religiosa é muito importante no tratamento de dependências. Ela deve ser respeitada e valorizada pelos pais, mesmo que esteja em desacordo com as suas próprias crenças, pois funcionam como base de orientação para a abstinência e para o tratamento. Muitas vezes, os dependentes não fazem nenhum tipo específico de tratamento e apenas a religião ou a fé em alguma crença garante a sua abstinência.

São muitos os Grupos de Apoio e toda cidade certamente comporta um, basta se informar.

Veja alguns dos Grupos de Apoio mais Conhecidos:

AA – Alcoólicos Anônimos –    http://www.alcoolicosanonimos.org.br/

NA – Narcóticos Anônimos –   http://www.na.org.br/

Amor Exigente –                   http://www.amorexigente.org.br

Pastoral da Sobriedade –       http://www.sobriedade.org.br/

Cruz Azul –                          http://www.cruzazul.org.br

Nar-Anon: Grupo para familiares de Dependentes Químicos – http://www.naranon.org.br/

http://www.abp.org.br – Associação Brasileira de Psiquiatria

http://www.amb.com.br – Associação Médica Brasileira
http://www.saude.gov.br – Ministério da Saúde
http://www.anvisa.gov.br – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
http://www.crmpr.org.br – Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná

http://www.naranon.org.br/

al.anonport.nom.br


Deixe um comentário

A terapia multifamiliar no tratamento da dependência química/tipos de tratamentos

A terapia multifamiliar no tratamento da dependência química:

RESUMO

INTRODUÇÃO: A inclusão de intervenções focadas na família, através da terapia unifamiliar, ou da terapia multifamiliar (TGMF) vem crescendo como uma forma de enfrentar um problema tão grave e complexo como é a dependência química.
OBJETIVOS: Investigar e avaliar fatores associados à adesão ao tratamento multifamiliar no tratamento de dependentes químicos hospitalizados.
MÉTODO: A pesquisa é um estudo transversal retrospectivo, com uma amostra de 672 famílias participantes da TGMF durante o período de seis anos (de março 1997 a julho de 2003). Foi realizado um estudo dos fatores sociodemográficos como idade, sexo, tempo de uso da substância e quanto ao tipo de droga mais prevalente e investigada a associação entre o grau de parentesco do familiar participante do programa e a adesão ao tratamento multifamiliar. Foram pesquisados 672 prontuários de sujeitos que estiveram internados e ingressaram no programa de tratamento multifamiliar e os relatos das sessões descritos pelo terapeuta coordenador do grupo.
RESULTADOS: Há associação entre a participação da família e adesão ao tratamento. A participação de dois ou mais familiares repercute na adesão.
DISCUSSÃO: Os resultados sugerem que inclusão de um número maior de familiares poderá repercutir em uma maior adesão ao tratamento.

INTRODUÇÃO

A dependência química é um fenômeno de extrema relevância em termos de saúde pública, é multifatorial e sua complexidade exige que o tratamento implique em múltiplas abordagens terapêuticas (Silva, 2001). A terapia unifamiliar e/ou multifamiliar é inserida nesse contexto, intervindo nas famílias em plena crise.

Vários trabalhos na literatura (De Micheli & Formigoni, 2001; Liddle et al., 2001; Meyers, Apodaca, Ficker & Slenisck, 2002; Stanton & Todd, 1987; Steinglasss, Bennett, Wolin & Reiss, 1987) têm abordado a dependência de drogas como um fenômeno que afeta não somente o usuário, mas também seu sistema familiar, enfatizando assim a importância do estudo do funcionamento relacional dessas famílias.

Para cada indivíduo envolvido com álcool e/ou outras drogas, estima-se que 4 a 5 pessoas, incluindo cônjuges, companheiros, filhos e pais serão direta ou indiretamente afetados. Um episódio de embriaguez e intoxicação pode repercutir em um importante comprometimento das relações familiares refletindo-se diretamente nas crianças (Halpern, 2001).

Na maior parte dos casos, as instituições e os terapeutas recebem o dependente químico com a incumbência de entregá-lo “curado” à família, que efetivamente não é percebida como parte integrante do problema e, portanto, do processo de mudança. A passagem para a epistemologia ecossistêmica redimensiona essa visão, ampliando o foco, impedindo de fixá-lo no paciente identificado (Laranjeira, Jungerman & Dunn, 1998; Lopes & Seadi, 2002).

Na prática clínica já está estabelecido que a abordagem familiar é importante no tratamento de farmacodependentes em geral, mas, no tratamento de adolescentes usuários de drogas, a terapia familiar parece ser fundamental (Scivoletto & Andrade, 2001).

Em trabalho de revisão (Schenker & Minayo, 2004) sobre a importância da família no tratamento do uso abusivo de substâncias psicoativas, foram encontrados vários estudos empíricos cujos resultados atestam a efetividade dos tratamentos nos quais a família em si é o objeto de intervenção, com melhores resultados, se comparados àqueles centrados no paciente identificado. Porém, nesse estudo, as autoras verificaram que entre muitos profissionais de saúde não existe ainda o reconhecimento destas evidências, pois não são incorporadas nos contextos onde exercem suas práticas clínicas. As razões talvez residam em um escasso acesso a estas investigações, sinalizando uma lacuna, um distanciamento entre a pesquisa e o exercício da clínica.

Na terapia de família utiliza-se a terapia multifamiliar, uma técnica que se caracteriza por oportunizar um contexto em que os padrões de relacionamento intrafamiliares e os relacionais das famílias com a comunidade podem ser percebidos (Jancin, 2003; Thorngren & Kleist, 2002).

Outra característica da abordagem multifamiliar é possibilitar a cada membro do grupo ver os demais em interação, isto é, passar da compreensão particular à compreensão do outro, ampliando a percepção tanto das dificuldades quanto das formas de solucioná-las. O atendimento multifamiliar oportuniza às famílias repensarem os seus conceitos e incluírem-se no projeto de mudança.

Unem-se à terapia de família sistêmica os fatores terapêuticos do processo de grupo e estudos confirmam que esta associação resulta em um ambiente fértil para explorar comportamentos individuais no contexto dos relacionamentos interpessoais. Desencadeia a ampliação da consciência de grupo e de comunidade e, assim, do suporte social necessário para que sejam feitas as mudanças de comportamento desejadas (Ravazzola, Barilari & Mazieres, 1997).

A maioria dos familiares espera aprender a lidar com o dependente e receber orientação profissional. E há evidências da eficácia da terapia breve e grupal no sentido de adequar condutas, contribuindo para a melhora das relações e organizações do contexto familiar em dependência química (Figlie & Pillion, 2001).

A abordagem multifamiliar como uma intervenção breve na dependência química não entende os problemas das famílias como uma doença e sim como padrões relacionais disfuncionais e é focada nos recursos e habilidades que as famílias possuem para resolver os seus problemas. A revisão de literatura aponta para a importância da intervenção breve em problemas relacionados ao abuso e dependência de substâncias psicoativas. Afirma-se que existem evidências consistentes para recomendar a adoção de intervenções breves em diferentes contextos de tratamento como uma conduta básica pela sua efetividade comprovada, por ser um recurso economicamente viável, oportunizando o atendimento de milhares de pessoas envolvidas com problemas associados ao uso de substâncias psicoativas no Brasil (Marques & Furtado, 2004; Marques & Ribeiro, 2003).

A participação das mães, segundo estudo de Contel e Villas-Boas (1999), realizado no grupo de apoio multifamiliar em um hospital-dia psiquiátrico, repercute na adesão ao tratamento, corroborando outros achados da literatura que, por sua vez, ratificam a presença das mães como a mais constante. Estes autores encontraram relação do tempo de permanência de um paciente no tratamento com maior número de sessões frequentadas pelo familiar. As mulheres, especialmente as mães, foram a presença mais constante, respondendo por 80% de presença em cada grupo e marido e mulher raramente frequentavam conjuntamente os grupos.

A terapia multifamiliar é uma técnica particularmente útil e aplicável para abusadores e suas famílias. Esse tipo de terapia pode ser utilizado em qualquer contexto de tratamento da dependência química, mas é mais efetivo nos tratamentos em regime hospitalar porque é quando as famílias estão mais disponíveis e acessíveis (Sugar, 1986).

Tendo em vista a alta prevalência dos transtornos por uso de substância psicoativa e o papel importante da família no processo terapêutico destes sujeitos, bem como o número reduzido de estudos que abordam este tema, o objetivo desta pesquisa foi investigar os fatores que repercutem ou não na adesão da família ao tratamento multifamiliar.

MÉTODO

DELINEAMENTO

Trata-se de um estudo retrospectivo de levantamento de dados, coletados ao longo de seis anos, com base em prontuários de atendimento multifamiliar. As substâncias utilizadas pelos pacientes identificados foram: álcool, cocaína, maconha e outras substâncias. A nicotina não constou das drogas pesquisadas.

PARTICIPANTES

Foram pesquisados 672 sujeitos hospitalizados em uma unidade de desintoxicação de uma clínica psiquiátrica, especializada no tratamento de dependência química, cujos familiares participaram no mínimo de um encontro do grupo multifamiliar, no período compreendido entre março de 1997 e julho de 2003.

INSTRUMENTOS

O instrumento adotado foi uma ficha com dados sociodemográficos e informações quanto ao consumo de substâncias psicoativas e à frequência dos familiares às sessões.

PROCEDIMENTO

O procedimento adotado inicialmente foi contatar a clínica onde seria realizada a pesquisa e buscar junto à sua direção geral autorização para pesquisar e utilizar os dados neste estudo. Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da PUCRS.

PROGRAMA DE TERAPIA MULTIFAMILIAR

A abordagem multifamiliar foi inserida no Programa para que o tratamento fosse extensivo à família.

O processo terapêutico era desenvolvido em 6 (seis) sessões visando contemplar as principais etapas do tratamento hospitalar: a fase pós-desintoxicação, o início das abordagens individuais e o imediatamente após a alta hospitalar e início da ressocialização.

O grupo multifamiliar era aberto com duração ilimitada quanto à sua existência, mas limitado para cada família, pois todo o processo terapêutico tinha a duração de seis sessões. Os grupos eram de final em aberto, com famílias saindo deles e outras neles ingressando. As sessões multifamiliares eram semanais e tinham a duração de uma hora.

Paciente designado, identificado, reconhecido. Esta expressão é utilizada para designar aquela pessoa cuja situação provocou uma demanda de tratamento por parte de um ou vários membros da família e mesmo daqueles profissionais obrigados a intervir na realidade (Miermont & Molina-Loza, 1994).

O paciente identificado deveria ter concluído a etapa de desintoxicação que dura em média uma semana; ter ingressado no Programa de tratamento com duração de mais ou menos 21 dias. O paciente podia participar das sessões multifamiliares somente acompanhado de no mínimo um familiar e/ou de alguém do sistema significativo. Não havia restrição quanto aos tipos de configurações familiares, grau de instrução, grau de parentesco ou idade para a participação no grupo.

Não era permitida a participação do paciente identificado e/ou seus familiares e/ou pessoas com vínculos significativos se estivessem intoxicados; o paciente não poderia estar desligado administrativamente do programa ou ter havido uma interrupção do tratamento independentemente da sua causa. Não era permitida a participação do paciente identificado sozinho, nem do familiar desacompanhado do paciente. Estava vedada a participação do paciente identificado ou seus familiares e/ou pessoas da rede social se apresentassem um funcionamento psicótico.

Havia contraindicação para a participação do núcleo familiar cujo paciente identificado e/ou seus familiares fossem pessoas de reconhecimento público (como por exemplo políticos, autoridades, artistas), evitando-se submetê-las à exposição e sabendo-se que este critério é válido para os grupos em geral e não somente para grupos multifamiliares.

Quanto ao número de participantes, variava desde sessões com duas famílias até sessões denominadas numerosas, comportando várias famílias com a presença de dezenas de pessoas.

As sessões começavam com a apresentação e o acolhimento das famílias iniciantes. E sempre que famílias estavam na 6ª sessão era oferecido um espaço para um depoimento, avaliação e despedida do grupo, ao final da sessão. Para as famílias que estavam enfrentando o tratamento do paciente identificado pela primeira vez, o sofrimento incluía também a dificuldade para realizarem a internação que em alguns casos iniciara de forma compulsória. Para esse grupo os temas recorrentes eram a culpa – o sentimento de culpa propriamente dito, e/ou a culpabilização; nesta era frequente um cônjuge atribuir ao outro a responsabilidade pelo problema do filho(a). No grupo percebíamos também a necessidade de saberem qual a causa da dependência e que uma grande expectativa de cura era depositada na internação. Nas famílias que já tinham experenciado a internação uma ou várias vezes era evidente a ambivalência entre “ajudar novamente e o largar de mão”. Os dependentes químicos na terapia multifamiliar traziam como tema um enorme sentimento de culpa pelo sofrimento causado à família com a sua conduta, em muitos casos agressiva, e uma necessidade enorme de reparação. Estes sentimentos eram explicitados através de palavras e também de expressões e/ou gestos (não verbais) e o arrependimento era demonstrado na sessão multifamiliar, sob forte impacto emocional repercutindo no grupo todo. Estes temas eram trazidos pelas famílias que estavam entre a 1ª e a 3ª sessão. Quando estavam próximos da alta hospitalar, isto é, entre a 4ª e a 6ª sessão, o medo da recaída, o receio do convívio familiar e o enfrentamento da realidade eram tratados nas sessões. Durante o desenvolvimento do processo terapêutico as dificuldades familiares que compartilhavam entre si transformavam-se em questionamentos, reflexões e vivências, nas quais também encontravam possibilidades de mudanças. A partir da temática (dores, temores e perdas) que as famílias de forma muito colaborativa expressavam durante as sessões, seus membros descobriam e construíam juntos uma rede de apoio e solidariedade, na qual a impotência cedia espaço para um comprometimento com a mudança. Trabalhava-se com o foco em dificuldades da família que poderiam problematizar a recuperação e com as possibilidades de mudanças familiares que se constituiriam protetoras e facilitadoras da recuperação. Durante os anos nos quais foram realizados os grupos multifamiliares, ao término de cada encontro, foi feito um registro pelo terapeuta coordenador do grupo a respeito de dados sociodemográficos dos pacientes e familiares que participaram das sessões.

Para esse estudo foi considerada adesão ao tratamento quando os sujeitos participaram de, no mínimo, 50% do processo terapêutico (3 sessões) ou mais.

PROCEDIMENTO ESTATÍSTICO

Este registro foi organizado em um banco de dados através do Statistical Package for Social Sciences – SPSS, versão 11.5. Foi realizada estatística descritiva, com medidas de médias e frequências. Na análise inferencial, foram utilizados o Teste Qui-Quadrado, Teste t de Student para Amostras Independentes, o Teste Exato de Fisher e a Regressão Linear Múltipla, método Stepwise. O nível de significância utilizado foi o de 5%.

RESULTADOS

DADOS SOCIODEMOGRÁFICOS

O grupo de pacientes cujos familiares aderiram à terapia multifamiliar (G1) foi constituído de 427 participantes. No grupo de pacientes cujos familiares não aderiram ao tratamento (G2) havia 244 membros. Os dados sociodemográficos dos sujeitos encontram-se na Tabela 1 (ver anexo).

As substâncias utilizadas pelos pacientes identificados com múltiplas dependências foram, em ordem decrescente: álcool (n = 541; 80,5%), cocaína aspirada (n = 303; 45,1%), maconha (n = 265; 39,4%), outras substâncias (n = 160; 23,8%) e cocaína injetável (n = 64; 9,5%).

Não foi encontrada associação entre a adesão ao tratamento e o tipo de substância utilizada, resultado que está demonstrado na Tabela 2 (ver anexo). Não foi encontrada diferença na adesão no que diz respeito ao fato de ter sido hospitalizado pelo mesmo motivo anteriormente (p = 0,570). Houve diferença, de acordo com o Teste Qui-Quadrado (x2=18,51; p = 0,002), entre a aderência ao tratamento e o grau de parentesco dos familiares que mais participaram dos grupos. Os dados encontram-se demonstrados na Tabela 3 (ver anexo).

Quanto à participação de mais de um familiar e à adesão ao tratamento, de acordo com o Teste Exato de Fisher, foi encontrada associação entre estas variáveis (p < 0,001). A participação de mais de um familiar esteve associada a uma maior adesão. Estes dados encontram-se descritos na Tabela 4 (ver anexo).

Foi utilizada a Regressão Linear Múltipla, método Stepwise para avaliar o modelo que melhor explica a adesão dos familiares ao tratamento multifamiliar. Fizeram parte do modelo as seguintes variáveis: quantidade de familiares (B = 0,369; p < 0,001); familiar que mais participou (B = -0,248; p < 0,001) e idade (B = 0,108; p = 0,004).

DISCUSSÃO

Esta pesquisa é um estudo retrospectivo focado nos resultados de uma intervenção breve (seis sessões), de terapia multifamiliar desenvolvida em uma unidade de dependência química de uma clínica psiquiátrica. Os resultados dessa intervenção demonstraram a importância da inclusão do maior número de familiares desde o início do tratamento.

A dependência química e problemas relacionais são quase sinônimos, portanto, as famílias quando necessitam internar um familiar o fazem com muito sofrimento e com sentimentos ambivalentes de raiva, dor, fracasso, impotência e um desejo enorme de ajudar. Estudo realizado em Montreal (De Civita, Dobkin & Robertson, 2000) ilustra essas contradições banalizadas muitas vezes pelo contexto terapêutico que se reduzem a uma tradução no mínimo simplista: “são famílias resistentes”. Os autores realizaram um estudo sobre barreiras para adesão de “outros significativos” no tratamento ambulatorial de adultos adictos de um serviço de tratamento canadense. Torna-se visível que eles sentem suas próprias necessidades “ignoradas”, como no caso de um familiar que expressou o seguinte: “Quando você está tentando ser parte da solução e você é parte do problema, é difícil apoiar, ou seja, é difícil ser parte da ‘solução'” (De Civita, Dobkin & Robertson, 2000: 13).

Quanto maior é o número de familiares participantes do grupo de terapia multifamiliar, melhor é a adesão. Esse achado sugere o engajamento de um maior número de familiares no processo terapêutico, desde o início da internação. Indica que na fase inicial (primeiras internações) a família está sensibilizada e disponível e talvez seja mais viável mobilizá-la para o tratamento. Os comportamentos de cuidados que a presença de uma doença crônica gera tendem a esgotar os membros da rede social (Sluzki, 1997).

Quando se trata de dependência química, qualquer intervenção, mesmo que breve, é melhor que nenhuma e está indicada inclusive para pacientes gravemente comprometidos. Além disso, conforme descrito no Project MATCH Research Group (Copello & Orford, 2002), a unidade familiar oportuniza adesão mesmo antes de aquele que é o abusador de substância estar completamente motivado para a mudança, conforme demonstrado pelas abordagens “unilaterais”.

Percebe-se um equívoco nas famílias quando entendem que o tratamento só pode começar quando o dependente admite sua adição. Quando os pais ou outros significativos enfrentam a dependência química, buscam ajuda e revisam suas crenças, percebem que não são impotentes e que a mudança é viável, independentemente do paciente identificado (o dependente químico). Neste momento a família inicia o tratamento. É fundamental que os serviços especializados em dependência química ofereçam espaços de acolhimento aos familiares, independentemente de o paciente identificado aceitá-lo ou não. O tratamento deve se iniciar pelo familiar que percebe o problema e está mobilizado para fazer alguma coisa. Este familiar poderá convidar outros e, assim, com uma mobilização diferente da família, começa o tratamento. Esta família poderá encontrar nestes grupos, junto com outras famílias, formas de engajar o dependente químico no processo de recuperação. Os grupos de pares, de familiares e/ou multifamiliares são opções menos onerosas que podem tornar o tratamento familiar mais acessível.

Como já citamos anteriormente, os resultados da amostra estudada apontaram que a participação de dois ou mais familiares repercute em uma maior adesão ao tratamento. Esses resultados são corroborados por vários estudos que se referem à importância do trabalho de redes (Ravazzola et al., 1997; Schnitman, 2000; Sluzki, 1997). Para os seres humanos as relações sociais contribuem para dar sentido à vida de seus membros e favorecem uma organização da identidade por intermédio do olhar (e das ações) dos outros. A rede proporciona uma retroalimentação cotidiana a respeito dos desvios de saúde que favorece os comportamentos corretivos através da associação positiva com cuidados com a saúde.

Para a maior parte dos usuários de substâncias psicoativas, o comportamento aditivo contribui para o isolamento individual, reduzindo sua rede à rede de pares – subcultura da droga (Lopes & Seadi, 2002). Essa redução da rede em muitos casos é semelhante e simultânea ao processo de isolamento familiar, no qual as rotinas são modificadas, os rituais abolidos e a celebração de datas festivas evitadas (Steinglasss et al., 1987). Sugere-se que um dos caminhos importantes no tratamento da dependência química é incluir o maior número de familiares, desde a família nuclear à família extensa. Outro dado importante sugerido nos resultados é que o engajamento dos familiares deve ser uma meta, principalmente no início do tratamento. Ou seja, quanto mais cedo for a inclusão dos familiares, melhores serão as chances de adesão familiar e de sua coparticipação, funcionando como um fator protetor à tendência das famílias em transformar instituições e terapeutas nos responsáveis pela “cura”.

Para chegarem até a internação hospitalar as famílias superaram vários obstáculos e este é só o começo do tratamento. Os cuidados demandados pelo dependente químico em sua recuperação são muitos, o tratamento pós-internação é de longa duração e os familiares ora ficam cansados ora desapontados, e alguns pensam em desistir de seguir em frente. Também há o excesso de otimismo, com o depósito de todas as expectativas na internação. Mas a participação de mais familiares colabora para que mais pessoas estejam informadas sobre o seu papel em cada etapa do tratamento. Uma maior colaboração dos parentes repercute ainda em maior empenho do sistema familiar para que construam novas formas de convívio, onde a droga não pode estar presente.

Conforme vários especialistas em terapia multifamiliar “nas reuniões multifamiliares, as famílias se convocam para ajudar a solucionar o problema de uma e de todas, gerando-se um verdadeiro efeito de rede” (Ravazzola et al., 1997: 302). O uso da terapia de grupo multifamiliar com famílias de risco possibilita a muitas famílias a construção e/ou ampliação da rede social muitas vezes empobrecida pela vergonha associada ao estigma dos serviços psiquiátricos (Sluzki, 1997).

Na clínica da dependência química, a TGMF possibilita que as famílias acionem uma rede de recursos, significando uma ampliação do foco e a geração de uma rede de possibilidades. Os resultados desse estudo ratificam a importância de os serviços especializados em dependência química adotarem a terapia multifamiliar e/ou de rede como mais uma abordagem terapêutica para o tratamento da dependência química e de toda a sua complexidade.

Neste estudo foi considerada adesão ao tratamento àquelas famílias (G1) que participaram de no mínimo 50% do processo terapêutico (3 sessões) ou mais. Os resultados demonstram que entre as mais de 600 internações estudadas a substância psicoativa de maior prevalência é o álcool. Assim, confirmou-se que o consumo de drogas lícitas como o álcool, por exemplo, é superior ao de drogas ilícitas, achado semelhante ao estudo conduzido por Penchansky, Szobot & Scivoletto (2004).

A amostra apresentou um predomínio de pacientes identificados do sexo masculino, reiterando os dados da literatura que apontam uma maior prevalência deste gênero entre os usuários de substâncias psicoativas (Almeida-Filho et al., 2004).

Da mesma forma, a idade mínima encontrada na amostra, que foi de 14 anos, obteve respaldo na literatura científica, que evidencia o início cada vez mais precoce do uso, abuso e dependência de substâncias psicoativas (Carlini et al., 2005; Penchansky et al., 2004).

Neste estudo os mais jovens foram os P.I. dependentes de inalantes com a idade média de 19,95 anos e os mais velhos os dependentes de medicamentos e de álcool com idades médias de 34,34 e de 35,53 anos, respectivamente. O percurso feito por algumas pessoas, do beber nocivo à dependência do álcool, pode demorar até 30 anos. Como nossa cultura é extremamente permissiva com o consumo de bebidas alcoólicas há uma maior tolerância e, em muitos casos, a busca de tratamento é postergada. Muitos dependentes do álcool são internados em um hospital geral para tratarem somente as complicações clínicas. Não houve diferença na adesão quanto ao sexo, estado civil e idade.

A presença de pais, mães e filhos esteve associada a uma maior adesão ao tratamento, resultado corroborado pelo estudo de Contel e Villas-Boas (1999), no qual a adesão do paciente ao tratamento está relacionada a um maior número de sessões frequentadas pelo familiar. As mulheres, especialmente as mães, foram a presença mais constante, respondendo por 80% em cada grupo.

A participação dos filhos também esteve associada à adesão ao tratamento. No estudo foram agrupados tanto os filhos menores, quanto os maiores de doze anos. Conforme dados da literatura especializada em família (Grandesso, 2000; Penso & Sudbrack, 2004), sabe-se que quando uma doença crônica surge em uma família existe a possibilidade de que um (ou mais) dos filhos (em geral o mais velho) seja alçado à função de filho parental, ou seja, “o filho que cuida de um ou de ambos os pais”.

Os filhos “cuidadores de seus pais” são aqueles que assumem o cuidado dos irmãos menores, buscam seus familiares nos bares ou pagam dívidas de drogas e estão dia e noite vigilantes, abdicando de viverem suas próprias vidas. Entende-se que esse poderia ser o foco de um outro estudo.

No trabalho com a TGMF, famílias com configurações muito diferentes, de nível de instrução e de condições econômicas variadas unem-se no enfrentamento de um problema tão grave como é a dependência de drogas.

CONCLUSÕES

As pesquisas evidenciam a etiologia multideterminada da dependência química e a família como um desses fatores determinantes.

Existem poucas pesquisas associando a dependência química às intervenções focadas na família e na rede social, apesar da preocupação da sociedade com o aumento de problemas relacionados ao uso e abuso de substâncias, e consequentemente à existência de muitas famílias envolvidas. Os serviços especializados em dependência química, em sua maioria, não adotam a abordagem familiar como uma prática sistemática.

Sem dúvida, a família tem um papel fundamental como protetora para o uso e abuso de substâncias, mas, quando a dependência química já é um fato, o tratamento, inclusive da família, deve ser adotado sempre e a prática evidencia que o quanto antes melhor. Na medida em que para cada dependente químico esperam-se, no mínimo, quatro a cinco pessoas envolvidas, são relevantes estudos que possam contribuir para uma visão ecológica no tratamento da dependência química na qual sua multicausalidade é considerada, inclusive a família.

Nas situações em que o dependente está realizando tratamento hospitalar pela primeira vez na vida, há um sofrimento familiar muito grande e, ao mesmo tempo, muitas expectativas são depositadas na instituição que o recebe, como a de que a internação magicamente resolverá o problema.

A participação de dois ou mais familiares repercute em uma adesão de até 57,9%. Esses resultados sugerem que a participação de um número maior de familiares poderá repercutir em uma maior adesão ao tratamento.


Deixe um comentário

Dependencia quimica tratamento ambulatorial

dependenciaquimica tratamento ambulatorial
josinoterapeutacomportamental./013-99661-8367 /13-98202-7888
A terapia cognitiva racional emotiva- comportamental ?
A terapia cognitiva comportamental ocupa-se tanto com que as pessoas fazem quanto com o que elas sentem. A terapia cognitiva comportamental nos ajuda a entender que o que é sentido não é um “sentimento”, mas um estado mental. Nós não choramos porque estamos tristes ou sentimos tristeza porque choramos, nós choramos e sentimos tristeza porque aconteceu alguma coisa. Para cada sentimento existe alguma situação que ocorreu anteriormente que provocou este estado. O terapeuta se interessa por essa situação anterior, e assim promover as mudanças para ajudar esta pessoa a resolver suas dificuldades de interpretar sua cognições. A terapia cognitiva comportamental é acima de tudo, um processo de aprendizagem sobre você mesmo e como desenvolver novos comportamentos. É a forma de aumentar sua capacidade de interagir e não de reagir a forma que você quer agir.
O que faz Terapeuta cognitivo Comportamental?Além de ouvir, analisar e interpretar o que o paciente lhe diz, ele ensina estratégias de comportamento que poderão produzir mudanças na vida de seus pacientes.
O objetivo final é o comportamento. A vida emocional e mental, é vista através da introspecção, num processo de auto-exame. Foi preciso evoluir no estudo do funcionamento do ser humano como um todo para que pudéssemos compreender que o que faz alguém procurar um terapeuta é uma queixa ligada às coisas que ela faz ou deixa de fazer. Tão importante quanto a angustia sentida na depressão são os comportamentos de lentidão, falta de cuidados com o próprio corpo, prejuízos nas atividades sociais e profissionais, etc.A terapia é fundamentada num campo chamado Análise do Comportamento. As emoções também são do interesse da terapia cognitiva racional emotiva comportamental.A terapia cognitiva comportamental leva em consideração o lado operante em toda emoção. O medo não é só uma resposta das glândulas e dos músculos, mas também uma paralisia e um comportamento de afastamento do objeto temido. O lado operante da raiva é o impulso em causar dano a alguém e um impedimento em ser agradável com a pessoa que lhe provocou raiva. A terapia cognitiva racional emotiva em geral se ocupa com; sentimentos, ansiedade, medo, raiva, etc. Um ponto importante da terapia racional emotiva é que ela nos mostra que um comportamento tem mais probabilidade de ser repetido quando a pessoa recebe um reforço positivo. Quando dizemos que fazemos alguma coisa “com a intenção de produzir um dado efeito”, estamos atribuindo nosso comportamento a alguma coisa localizada no futuro, mas o comportamento deve-se mais ao que aconteceu no passado do que ao que vai acontecer no futuro.Analise funcional da terapia cognitiva comportamental.O terapeuta comportamental fará a análise funcional, ou seja, entenderá em função do que o comportamento está baseado.O terapeuta ajudará o paciente a entender que o comportamento que ele quer mudar foi estabelecido pelas consequências e sempre terá uma função em sua vida, mesmo que este comportamento seja inadequado. Por exemplo, um paciente que queira deixar de ser introvertido e passar a ser mais espontâneo e participar da vida social e profissional com mais eficiência. A terapia comportamental o ajudará a ver que este comportamento introvertido tem uma função em sua vida, provavelmente o protege de retaliações, imaginárias ou não, por parte das pessoas que não o aceitariam com uma atitude mais extrovertida.O terapeuta descobrirá que estes comportamentos indesejados foram iniciado e também o que os mantém.Para esta analise o terapeuta considerará a história de vida do paciente, seu momento atual e sua relação com o terapeuta. Ele fará perguntas ao paciente que ajudarão o paciente a entender a relação entre seu modo de agir e os eventos anteriores que controlam seu comportamento. o processo A terapia ajudará o paciente compreender-se, entender que faz o que faz e encontrar caminhos para fazer as coisas de modo diferente e melhor. É um momento onde poderá “limpar” as influencias negativas e ajudará a encontrar uma forma de ser apenas você mesmo, ou seja, não ter sua ações contaminadas por medos e ansiedades e outras influencias.Para quais casos a terapia cognitiva racional emotiva comportamental é indicada.Transtornos de humor, como a depressão. Transtornos de ansiedade como a síndrome do pânico, TOC, transtornos psicossomáticos e alimentares como a obesidade, anorexia e bulimia. Transtornos psicossociais, timidez,dependencia quimica de alcool e outras drogas e em todos os casos onde fez necessário a mudar os comportamentos auto destrutivos.
Links úteis/dependentes quimicos/ e seus familiares terapeuta/josino

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 453 outros seguidores